Semana 3: Bola do jogo @Lions

E o Expresso Peyton Manning continua a todo vapor. Bom, na verdade a defesa vem jogando bem melhor que o ataque nessa temporada, mas finalmente pudemos ver um pouco do ataque que queremos por aqui. Ainda não estamos prontos, mas… sinceramente? Enquanto estivermos ganhando, podemos nos dar ao luxo de caminhar um passo de cada vez. Vamos ver quem merece a bola do jogo em cada setor do time na semana 3?

 

Ataque: Emmanuel Sanders

Numa vitória onde o time correu 41 jardas totais, é fácil perceber que o destaque foi o jogo aéreo. Muitos vão argumentar que a bola do jogo deveria ir para Peyton Manning pelos 2 TDs marcados, ou para Demaryius Thomas, pelas 92 jardas totais. Mas Manning teve uma interceptação no início da partida e Thomas cometeu 4 drops e o fumble mais ridículo que eu lembro de ter visto numa partida ao vivo, então eu acho que eles não merecem a bola do jogo.

Por outro lado, temos esse cara, que me surpreende mais a cada partida e faz jus ao seu salário, que é Emmanuel Sanders. Sempre muito veloz e quase impossível de ser marcado, Sanders sempre surge pra salvar o dia em terceiras descidas, e quase sempre dá conta do recado. Além do desempenho fenomenal e sempre preciso, Sanders selou a vitória num excelente passe de 36 jardas de Peyton Manning, onde literalmente tira a bola das mãos do cornerback.

MENÇÃO HONROSA: Gary Kubiak merece ser lembrado aqui. São poucos os Head Coachs da liga humildes o suficientes para reconhecerem que o sistema que defendem não é a melhor opção em uma determinada situação. Kubiak reconheceu que seu esquema under center não ia funcionar com Manning, e deixou o xerife fazer o trabalho do jeito dele. Funcionou.

 

Defesa: Aqib Talib

Mais uma vez, Talib mostrou aos críticos que todos estavam errados quando não o consideravam nas conversas de melhor CB da liga. Enquanto Sherman vem provando que todo o nome que criou para si nos últimos anos é fruto de um trabalho conjunto de todo o sistema defensivo de Seattle (ele é sim, um grande CB, mas na maior parte do tempo ele recebe ajuda dos safetys), Talib recebeu a árdua tarefa solitária de marcar Calvin Johnson, o “Megatron”, um cara maior, mais alto e veloz. E Talib não se amedrontou, limitando Megatron a 77 jardas durante a partida, e nenhum TD.

Não parece muito, mas Megatron não se anula, se limita. É claro, seus críticos ainda irão dizer que Megatron não teve um dia ruim. Mas eu lhes desafio: citem 3 outras situações em que Megatron teve partidas semelhantes enquanto estava recebendo marcação solo a noite toda… Isso permitiu que Chris Harris Jr. e Bradley Roby focassem na marcação de Golden Tate e os demais recebedores, não sacrificando ninguém do nosso front 7 para ajudar na secundária. Dessa forma, nosso pass rush pôde brincar um pouco com Stafford a noite toda… Ahh, e isso sem falar no extra point bloqueado de Talib pra cima do ex-colega de profissão Matt Prater, que não é algo que se vê todo dia não!

MENÇÃO HONROSA: Wade Phillips também merece reconhecimento aqui. O que mais me impressiona neste defesa é o modo agressivo como os jogadores buscam a bola na hora do contato com o adversário, sempre tentando forçar turnovers. Os frutos desse trabalho estão aí, pra todo mundo ver, e a cérebro por trás dessa mudança no estilo de jogo é de Phillips. É sério, Wade, não quer ser meu avô?

 

Tem sido bem interessante a mudança no modo como Denver vem jogando até agora. O ataque ainda precisa melhorar bastante, especialmente a linha ofensiva e o jogo terrestre, mas aos poucos devemos chegar lá. E o mais importante são 3 vitórias, seja como for (contanto que seja dentro das regras, né?) E você, para quem entrega a bola do jogo em cada setor do time?

GO BRONCOS!!