Conhecendo Teddy Bridgewater

Saudações torcedores e torcedoras do laranja e azul de Denver! Antes de entrarmos na fase de conhecer um por um os novos jogadores vindos do Draft, vamos falar sobre o quarterback Teddy Bridgewater, que os Broncos adquiriram através de uma troca pouco antes do Draft de 2021.

Primeiros anos e início de carreira

Minnesota Vikings QB Teddy Bridgewater: Made in Miami – Twin Cities
Foto: The Miami Herald – Charles Mostoller

Theodore Edmund Bridgewater Jr nasceu em Miami, na Flórida, em 10 de novembro de 1992 (28 anos). Iniciou a carreira na Miami Northwestern High School, onde foi titular por 2 anos, acumulando um recorde de 19-5, com 5277 jardas aéreas para 55 TDs e 14 INTs, enquanto completava 65,3% dos passes, além de 891 jardas e 13 TDs terrestres.

Foi considerado um recruta de 4 estrelas pela Rivals e se comprometeu a jogar futebol americano na Universidade de Louisville.

Teddy Bridgewater no College

Teddy Bridgewater Signs With Carolina Panthers: 3 Years, $63,000,000 – The  Crunch Zone
Foto: The Crunch Zone

Bridgewater iniciou a carreira no college vencendo a vaga de backup imediato, mas já na quarta semana assumiu a titularidade dos Cardinals, vaga que manteve até o fim da temporada de true freshman. Lançou para 2129 jardas, 14 TDs e 12 INTs, além de 4 TDs terrestres. Foi nomeado como rookie do ano da Big East e freshman All-American pela Rivals, Scout.com, CBS Sports e Sporting News.

Como sophomore, Bridgewater lançou para 3718 jardas, 27 TDs e 8 INTs, sendo titular em 11 das 12 partidas na temporada. No único jogo em que não foi titular por causa de uma lesão, acabou entrando em campo e liderou o time para uma vitória que garantiu vaga para um Bowl Game.

Os Cardinals chegaram no Sugar Bowl como underdogs jogando contra Flórida, que tinha a defesa número 1 do país. Mas Bridgewater liderou os Cardinals para a vitória por 33 a 23 sobre os Gators e foi nomeado o MVP do Sugar Bowl, além de receber o prêmio de Jogador Ofensivo do Ano da Big East.

Como junior, Bridgewater novamente levou os Cardinals a um Bowl Game depois de lançar para 3970 jardas, 31 TDs e 4 INTs na temporada regular. No Russell Athletic Bowl, lançou para mais de 400 jardas e 3 TDs contra o Miami Hurricanes e foi novamente MVP de um Bowl Game.

Após a temporada, Teddy Bridgewater se declarou para o NFL Draft de 2014.

Teddy Bridgewater na NFL

No começo do processo pré-Draft, Teddy Bridgewater era visto como um dos principais prospectos do Draft de 2014 e chegou a ser projetado por muitos como a possível escolha número 1 do Draft daquele ano.

Mas numa queda que lembra bastante a de Lamar Jackson (que também veio de Louisville) no Draft de 2018, acabou caindo até o fim da primeira rodada do Draft, sendo o terceiro QB a sair do board depois de Blake Bortles e Johnny Manziel.

Assim como no caso mais recente, Bridgewater caiu até a pick 32 e foi selecionado pelo Minnesota Vikings, que subiram para pegar o QB no fim da primeira rodada depois de escolher Anthony Barr na 9 overall.

Minnesota Vikings

The Trade Market for Teddy Bridgewater Is Robust - Vikings Territory
Foto: Vikings Territory

Assim como no college, Bridgewater iniciou a carreira na NFL como reserva imediato, dessa vez de Matt Cassel. Mas ainda em setembro, estreou na NFL assumindo a posição depois de Cassel sofrer uma lesão. Foi então nomeado o QB titular para o resto da temporada.

Bridgewater sofreu bastante com sacks, jogando atrás de uma linha ofensiva inconsistente. Terminou a temporada de calouro com 2919 jardas, 14 TDs e 12 interceptações, além de 209 jardas e 1 TD terrestre em 13 jogos, sendo 12 como titular.

Foi eleito o QB do All Rookie Team do Pro Football Writers e eleito em votação popular o Pepsi Rookie of the Year (Aaron Donald ganhou o prêmio da Associated Press). Os Vikings terminaram a temporada com o recorde 7-9, em terceiro lugar na NFC North.

Na segunda temporada, Teddy B levou os Vikings aos playoffs pela primeira vez desde 2012 e ao título da divisão, pela primeira vez desde 2009, com uma temporada 11-5 e ainda foi eleito para o Pro Bowl.

Terminou a temporada regular com 3231 jardas, 14 TDs e 9 INTs, além de 192 jardas e 3 TDs terrestres. Nos playoffs, os Vikings receberam os Seahawks num dos jogos mais frios da história da liga. Os Vikings acabaram perdendo pelo placar de 10 a 9, depois do kicker Blair Walsh perder o field goal de 27 jardas nos segundos finais da partida que daria a vitória pros Vikings.

Mas o field goal perdido em janeiro não foi a pior coisa que aconteceu para Bridewater em 2016. Durante os training camps, sofreu uma lesão sem contato na perna esquerda. Os exames de imagem determinaram que, além de romper o ACL (ligamento cruzado anterior), sofreu vários danos estruturais no joelho.

Uma lesão limpa no ACL leva entre 6 meses a 1 ano de recuperação, mas com os danos adicionais, a projeção indicava entre 17 e 19 meses de recuperação e muitos acreditaram que seria o fim da carreira do jovem QB promissor.

Os Vikings acabaram declinando a opção de 5º ano no contrato de Bridgewater. Ficou de fora a temporada de 2016 inteira e os Vikings trocaram por Sam Bradford. Em 2017, voltou a ter condições de jogo e em novembro foi ativado para ser o backup de Case Keenum.

Na semana 15, Bridgewater entrou em campo pela primeira vez em mais de 2 anos, no final de uma grande vitória sobre os Bengals. A torcida dos Vikings aplaudiu de pé a entrada do QB em campo. Acabou lançando apenas 2 passes e sendo interceptado.

Dos Jets aos Saints

Bridgewater's brief but brilliant starting run was a glimpse of what could  have been
Foto: The Undefeated

Em 2018, Bridgewater se tornou free agent pela primeira vez na carreira e assinou com o New York Jets, mas o time draftou Sam Darnold na primeira rodada e já tinha Josh McCown sob contrato, então acabou sendo trocado para o New Orleans Saints, onde serviu de backup para Drew Brees.

Nos Saints, entrou em campo três vezes durante a temporada apenas para ajoelhar na bola no final das partidas. Mas na semana 17, os Saints já tinham a seed definida nos playoffs, então foi anunciado que Teddy Bridgewater seria o titular.

Essa foi a primeira partida como titular do QB desde 2015. Completou 14 de 22 passes tentados para 118 jardas, 1 TD e 1 INT na derrota para os Panthers por 33 a 14.

O QB se mostraria mais útil em 2019, quando assinou um contrato de 1 ano para permanecer nos Saints. Drew Brees sofreu uma lesão no dedão da mão na semana 2. Bridgewater assumiu o time durante a partida, que acabou sendo uma derrota para os Rams.

Mas teria mais a contribuir. Bridgewater manteve a temporada dos Saints viva, sendo titular por 5 jogos e vencendo os 5 enquanto Brees se recuperava. Conquistou vitórias sobre Seahawks, Cowboys, Buccaneers, Jaguars e Bears. Após o retorno de Drew Brees, entrou em campo apenas em algumas poucas jogadas.

Na temporada passou para 1384 jardas, 9 TDs e 2 INTs. Os Saints acabaram eliminados na rodada de Wild Card, perdendo para os Vikings de Kirk Cousins.

Carolina Panthers

Bills face 'another test' against Broncos top ranked red zone defense |  NEWS10 ABC
Foto: News10ABC

Mas os bons resultados na temporada ajudando a manter os Saints vivos, deram mais uma oportunidade para Bridgewater de ser “o cara” para uma franquia pelo menos por mais 1 temporada.

Assinou um contrato de 3 anos valendo 63 milhões com o Carolina Panthers, que tinham acabado de contratar o head coach Matt Rhule. Dias depois, os Panthers liberaram Cam Newton, que era o rosto da franquia, indicando uma reconstrução.

Terminou a temporada com 3733 jardas, 15 TDs e 11 INTs, completando 69% dos passes, e teve a melhor temporada da carreira correndo com a bola: 279 jardas e 5 TDs (5.3 jardas por carregada). Mas os Panthers acabaram apenas com o recorde de 4-11 e o time buscou outra solução para o posto de QB1, fazendo uma troca com os Jets por Sam Darnold.

Os Panthers tentaram trocar Bridgewater durante toda a offseason, mas o contrato dele (que ainda tinha mais 2 anos com um cap hit alto) afastou os times.

Teddy Bridgewater nos Broncos

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Foto: DenverBroncos.com

Um dia antes do Draft da NFL, os Broncos trocaram uma escolha de 6ª rodada pelo quarterback Teddy Bridgewater, que aceitou uma reestruturação massiva no contrato. O último ano de contrato foi eliminado e os Panthers retiveram 7M do salário garantido em 2021.

Logo, para os Broncos, custará 3M garantidos mais 1.5M de salário base, totalizando 4.5M. Esse acordo, para mim, é “win-win” entre os Broncos e Bridgewater (pros Panthers nem tanto, afinal receberam apenas uma 6ª rodada e vão pagar mais pra ele esse ano do que Denver).

Para Bridgewater, a questão é bem clara: foi substituído em Carolina. Quando os Panthers aceitaram pagar múltiplas escolhas, inclusive uma de 2ª rodada, por Sam Darnold, estava claro que o plano era o ex-Jet comandar o time.

Agora, chega num time que tem um quarterback jovem saindo de uma temporada terrível, tendo a chance de estar numa batalha de posição nos training camps em que Vic Fangio já disse que os snaps com o primeiro time serão divididos pela metade.

É mais uma chance de Bridgewater ser titular, mas dessa vez num dos times mais cheios de talento da NFL – e mostrou que consegue comandar um time talentoso, com o bom desempenho que teve nos Saints em 2019.

Para Denver, o preço foi incrivelmente baixo. Mesmo que Drew Lock vença a batalha nos training camps (o que acredito que vai acontecer), um quarterback com a experiência que tem Teddy Bridgewater pelo preço de uma 6ª rodada e 4.5M, vale muito, mesmo que seja o reserva.

Agora, Denver vai abrir competição e, por mais que não seja a que muitos queriam (envolvendo um QB calouro), teremos dois QBs motivados para vencer e Teddy Bridgewater traz consigo uma bagagem gigante, com capacidade de passar por obstáculos que muitos não acreditavam que ele conseguiria.


E vocês, torcedores e torcedoras? O que acharam da aquisição de Bridgewater?