Pós-Jogo – Semana 15: vs Buffalo Bills

Saudações nação laranja e azul! Pelo placar de 48 a 19 e com uma performance do time muito abaixo do que vimos em semanas, o Denver Broncos foi derrotado pelo Buffalo Bills dentro do Mile High, confirmando mais uma temporada com recorde negativo e, consequentemente, fora dos playoffs. Vamos conversar sobre o jogo?

Como fiz nas semanas dos jogos contra Raiders, Dolphins e Saints, adotarei um tom de conversa. Até porque, pelo que foi a partida, há apenas três pontos positivos a se ressaltarem – e estou sendo bem benevolente – que serão: o punter Sam Martin (até porque, em anos anteriores, tivemos no roster do Broncos punters horríveis), o RB Melvin Gordon (sim, Gordon teve mais uma boa partida, marcou 2 touchdowns e vêm crescendo de produção a cada semana) e Noah Fant (finalmente foi mais envolvido no gameplan na partida contra o Bills e marcou um touchdown).

Ao final do primeiro tempo, com o placar 21 a 13 para o Bills, ainda dava a “falsa sensação” de que o placar era baixo e dava para reverter. Mas ai veio o segundo tempo e mostrou que a sensação era apenas uma premonição de que coisas ruins aconteceriam em campo.

A unidade defensiva de Donatell – e Fangio – de fato vinha fazendo boas partidas. Mas neste jogo contra o Bills, com os desfalques já conhecidos e os recentes na posição de cornerback, cederam um total de 534 jardas, a quarta pior marca da carreira do head coach. Já na história da franquia Denver Broncos, ficou cravada em décima segunda. Além disso, teve os 11 tackles perdidos, a maior marca do time na temporada. Dois deles no TD de 51 jardas de Devin Singletary no final do jogo, em que McTelvin Agim e Justin Simmons falharam. Para piorar, foram várias penalidades e o CB Michael Ojemudia foi expulso por dar um soco no capacete do WR Gabriel Davis (inclusive queria dizer o quão RIDÍCULO é dar um soco em um capacete). E, para terminar, sem conseguir pressionar o QB adversário a marca de 1 sack, 1 passe defendido e 5 QB Hits (além de não forçar fumble nem interceptação) é simplesmente horrorosa.

Como não posso pular esse setor para poupar minha sanidade mental, precisamos falar do ataque. Primeiro de tudo: a paciência com Drew Lock já tinha se esgotado, muito antes do jogo da semana passada contra o Panthers. Depois deste jogo contra o Bills, só provou que a partida em Charlotte foi um ponto fora da curva. E o fumble sofrido no terceiro quarto que resultou no TD de Jerry Hughes já deu a toada de que o segundo tempo seria um verdadeiro desastre. Tirando Fant e Gordon (destacados acima), vimos mais uma vez a inaptidão do setor de não conseguir conquistar jardas e campo. E aqui não me baseio apenas nos stats da partida. É uma sensação que tive durante vários jogos ao longo desta temporada no geral. O que incomoda de fato é os pequenos lampejos de uma unidade que, no começo, prometia demais pelos nomes e por alguns lances vistos no final da temporada passada.

Agora, sinceramente: além de Sam Martin o “time de especialistas” do Broncos sofreu demais. Muito pela ausência de Brandon McManus, que teve contato com uma pessoa com COVID e foi colocado na lista. Porém podemos colocar um asterisco nesta informação. Muito por conta deste tweet:

Mais uma vez polêmica quanto ao protocolo de COVID da liga. Mas enfim…

De qualquer forma, o kicker substituto Taylor Russolino foi contratado por indicação do ex-kicker da NFL Pat McAfee. Mas sinceramente? Espero que não ouçam mais os conselhos dados por ele. Russolino errou o único FG da partida (um erro feio, um erro rude) e dois extra points de três chutados. Além disso, Jacob Bobenmoyer e Diontae Spencer sofreram fumbles (por sorte todos recuperados) e não houve nenhum retorno de punt ou de kickoff. O pedido de demissão de Tom McMahon já teria sido entregue há tempos se fosse pela arroba que vos escreve este texto.

Para finalizar o texto, queria deixar claro que sabia que esta derrota do Broncos para o Bills viria e que seríamos eliminados dos playoffs. Mas não precisava ter sido desta forma… Foi bem difícil ver os highlights da partida sem jogar o celular ou o notebook no chão de tanta raiva da ineficiência do time NO GERAL. É decepcionante pensar que, lá em setembro, a BroncosCountry estava animada com os reports vindos de Denver. Daí veio as lesões, a realidade sobre Drew Lock foi mostrada e o banho de água fria doeu como se, por exemplo, estivéssemos nadando em um lago em que a superfície estivesse congelada, sem nenhuma saída. Agora é engolir, com muita dificuldade, mais um recorde negativo na temporada e começar a pensar no futuro, principalmente na questão principal e que atormenta muitos neste momento: qual será o próximo passo na posição de quarterback no Denver Broncos.

E vocês, torcedores? Quais são suas percepções sobre o jogo? Deixem nos comentários.

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Go Broncos!