Análise dos setores – Semana 3 – vs Buccaneers

Saudações, torcedores dos Broncos! A sina de derrotas continuam nesta temporada e tivemos nosso terceiro revés: 28 a 10 para o Tampa Bay Buccaneers. Essa foi a derrota mais dolorosa até aqui, dada a atuação pífia de alguns setores do time. Então, vamos analisar o desempenho do Denver Broncos para saber o que deu certo e o que deu errado.

Os dados aqui utilizados podem ser encontrados no site da ESPN norte-americana (link aqui).

Ataque

Bem que nosso editor Fabio Broncos avisou: rezemos todos para que Jeff Driskel não precise entrar em campo (veja aqui). Aparentemente as preces da comunidade laranja e azul não foram suficientes e todos testemunhamos a ruindade de nosso QB reserva. Após aquilo que parecia uma estreia razoável contra os Steelers, Driskel teve uma partida hedionda e carregou consigo o ataque para baixo, em uma exibição para ser apagada da memória. Brett Rypien entrou no final, mas ali a Inês já era morta e acabou forçando a bola demais, resultando em uma interceptação. Mas vamos ver os números do ataque de maneira geral. Foram 25 passes completados de 39 tentados (64%) para 184 jardas (média de 4,72 jardas por tentativa), 1 TD e 2 INTs. Pelo chão, foram 12 carregadas para 42 jardas, uma média ridícula de 3 jardas por carregada, sem nenhum TD. Números têm que ser sempre relevados, mas estes mostram claramente a ineficiência do ataque em mover a bola por terra ou por ar. Principalmente por Driskel ter sido incapaz de fazer qualquer coisa. Não conseguia passar a bola com precisão, não conseguia passar da primeira leitura, segurava a bola demais ou, então, nem segurava, como mostra o tweet abaixo. Patético! Talvez o que mais machucou Driskel era sua incapacidade total de ajustar os bloqueios da “linha ofensiva”. Isso e mais um C calouro resultaram em mais um jogo com pressão excessiva sobre um QB que perde completamente a noção do que fazer ao menor sinal de que o pocket vai colapsar, inclusive aceitando um safety ridículo.

Então, já que falamos da “OL” vamos apresentar os números desta: permitiu 10 QB hits, 8 tackles para perda de jardas e 6 sacks. São números de responsabilidade compartilhada com Driskel, visto que até Rypien conseguiu minimamente fazer alguns ajustes, mas coisas bizarras foram vistas. Exemplos são Dalton Risner de frente para o QB sendo engolido com farinha em um bull rush ou mesmo Lloyd Cushenberry não pegando múltiplas vezes os stunts da DL dos Bucs. Ajuste na linha de scrimmage? Nem pensar, né Driskel?! Nickel blitz contra os Broncos é caixa! Até minha mãe assistindo vídeos de culinária no Instagram perceberia que viria blitz do nickel CB e mesmo assim Driskel não mudava ao menos a posição do RB no backfield para fazer o bloqueio. Até mesmo com uma chamada boa e a “OL” dando conta dos bloqueios, Driskel não capitalizava a jogada (veja o tweet abaixo). Enfim, com tantos problemas na trincheira ofensiva fica difícil avaliar o restante da equipe ou as chamadas de Pat Shurmur. Com Driskel simplesmente não dá e o cheiro de Blake Bortles paira no ar.

Vamos torcer para que Rypien, que foi anunciado como o QB starter contra os Jets nesta quinta por Fangio na coletiva, tenha uma apresentação no mínimo regular (e melhor que Driskel, por favor).

Defesa

Muitos podem não concordar comigo, mas gostei do que vi da defesa. As coberturas na secundária foram muitos boas e os Bucs tiveram sucesso limitado pelo ar. Foram 25 de 38 passes completados (66%) por Tom Brady, para 285 jardas (média de 7,1 jardas por tentativa) e 3 TDs. Tá certo, foram 3 TDs, mas em um deles os Bucs pegaram a bola na linha de 9 jardas para a endzone e, nos demais, a frente da linha de 40 jardas de Denver. Então há um componente de ST e posição de campo aí (mais sobre isso à frente). O que pesa ainda sobre a secundária são as big plays cedidas. Todo o ótimo trabalho feito pela unidade foi obscurecido por três passes de mais de 30 jardas completados por um QB que lança verdadeiros balões em profundidade. E não dá para ser colocado na conta de calouros inexperientes, já que Simmons e Jewell cederam estes passes. Também me incomodou algumas chamadas esquisitas de Fangio colocando S ou OLB em marcação mano-a-mano contra WR (Joe Woods manda abraços; veja o tweet abaixo). Isso ocorreu nos dois TDs em situação de goal line dos Bucs, quando nosso HC mandou Justin Simmons e até mesmo Trey Marshall (!!!) marcar WR. Por quê? Não sei. Ojemudia foi queimado semana passada, mas fez um ótimo jogo contra Tampa Bay. Estou de olho nestas situações para as próximas partidas.

A defesa contra o jogo corrido foi simplesmente magnífica. Nosso front seven segurou Fournette e companhia a meras 68 jardas em 25 carregadas, média pífia de 2,7 jardas por carregada para os Buccaneers. O que ainda falta ao nosso front é um pouco mais de pressão sobre o QB adversário. Tom Brady, bem como Big Ben e Ryan Tannehill, tiveram muita tranquilidade no pocket, o que inclusive atrapalha o trabalho da secundária. Contra os Buccaneers foram apenas 6 QB hits, 4 tackles para perda de jardas e 2 sacks, ambos vindo de Shelby Harris. Na minha opinião, essa pressão é o ponto que falta para a defesa passar de uma unidade muito boa para uma top 5.

Special Teams

Meu Deus o que foi a atuação do ST no domingo?! Punt bloqueado logo de cara para já deixar a moral do time lá embaixo e o placar em 7 a 0 com só três downs de Tampa Bay. Ridículo! Malik Reed parecia completamente perdido nos bloqueios e deixou um Buccaneer passar livremente e bloquear Sam Martin. Aliás os chutes do nosso P foram muito aquém do que se espera na altitude com uma média de 45,2 jardas por punt sem nenhum deles cair na dentro da área de 20 jardas adversária. O ST em conjunto com o ataque anêmico foram os principais responsáveis pelas péssimas posições de campo que a equipe recebeu na tarde de domingo. Outra observação é que, após algo de bom na semana 1, o ST parece voltar ao desempenho ruim dos últimos anos. É preciso consertar isso com urgência e não sei se isso é possível com Tom McMahon, que não faz um bom trabalho como STC.

Conclusão

Esta é a primeira derrota em que realmente saio de cabeça baixa. Ao contrário das semanas 1 e 2, o jogo contra os Buccaneers mostrou involução no ataque e no ST, o que é mais preocupante que o resultado em si. É claro que Jeff Driskel teve um papel fundamental nessa queda de desempenho, mas acumular derrotas acaba rapidamente com o vestiário e impede que os jovens sejam trabalhados e evoluídos dentro de uma cultura vencedora. À medida que a temporada vai para o vinagre, estes jovens são o principal objetivo do time no ano e derrotas como esta não ajudam em nada. Também fica claro que é fundamental a volta de Drew Lock. Não que seja o salvador, mas precisamos avaliar nosso QB para planejar o futuro. De qualquer maneira, deixo um recado aos torcedores: ainda temos 13 jogos pela frente. Esse time ainda tem coisa a nos mostrar e a NFL é uma liga competitiva e fluida de semana a semana, então tudo pode acontecer.

Estas foram minhas análises de cada um dos setores do time na derrota para os Buccaneers. Deixem suas impressões na seção de comentários. Nos vemos em breve. Go Broncos!