Os Dias Seguintes - Raiders

Os Dias Seguintes – Semana 4 – vs Raiders

Olá, amigo leitor e torcedor do Denver Broncos. Alguns dias depois da vitória sobre o Oakland Raiders, fazemos uma análise mais detalhada do que foi a partida, e da importância dela para o restante da temporada. Aproveitamos também para avaliar de forma superficial como foi o primeiro quarto da equipe na temporada.

Raiders @ Broncos – Uma Análise Mais Aprofundada

A partida foi diferente de tudo o que esperávamos. No fim do primeiro quarto, vencíamos por 10 a 0, tendo dominado o tempo de posse, o número de jogadas e a linha de scrimmage nos dois lados. Não vou citar quarto a quarto, pois acho irrelevante. Acho que o que deve ser visto é o placar final: 16 – 10.

Trevor Siemian terminou o dia sem nenhum turnover, quebrando sua sequência de 5 jogos (contando com o ano passado) com pelo menos uma interceptação. Enquanto o time estava deixando a bola nas mãos dele, ele conduziu bem o ataque, fazendo passes precisos (embora perigosos) e conduzindo a equipe a um lindo touchdown.

Nosso jogo corrido mais uma vez entrou bem, provando que evoluímos de vez nesse aspecto. As 143 jardas do Broncos contra o Raiders foram em cima da nossa média até agora, exatas 143 jardas corridas por partida, o que nos coloca na terceira posição na NFL. CJ e Booker tiveram média de quase 5 jardas por carregada, enquanto Jamaal teve média de 6,6.

Sim, eu sei que CJ teve uma corrida de 40 jardas, e que no resto, ele teve uma média pequena, mas esse é o CJ que conhecemos. Ele sempre faz isso. Parece que ele vai enchendo a barrinha de especial com corridas curtas, até que ele dispara para uma big play em algum momento da partida.

Importante foi termos 30 jogadas de passe e 32 de corrida. O equilíbrio voltou ao ataque, provando que nossos técnicos perceberam que fugir do jogo corrido contra o Bills pode ter sido a causa da derrota.

Nosso jogo aéreo não apareceu muito, especialmente por causa da cobertura em zona feita pelo Raiders, que dificultou o trabalho dos WRs das laterais. Sanders e DT combinaram para apenas 38 jardas em 5 recepções. A grande diferença do jogo aéreo do Broncos este ano é que, se as defesa adversárias tiram nossos principais recebedores do jogo, temos quem apareça e faça jogadas. AJ Derby e Bennie Fowler combinaram para 110 jardas e 1 TD em 6 recepções, e nossos RBs adicionaram mais 31 jardas em 5 recepções.

O touchdown de Derby, aliás, merece ser visto e revisto diversas vezes. Odell Beckham Jr. deve ter ligado para ele depois e pedido orientação de como fazer aquilo.

Pelo lado da defesa, o Controle Terrestre assumiu e não deixou o tráfego passar por ali. Com apenas 24 jardas corridas cedidas ao time do Raiders, o Broncos melhorou sua média e se mantém firme na primeira posição na liga, cedendo meras 50,8 jardas por jogo. Quem diria que, para vencer o Broncos, os times teriam de passar pela No-Fly Zone?

A secundária do Broncos liderou a equipe, com quatro membros entre os cinco principais tackleadores da equipe, incluindo Darian Stewart e Will Parks na liderança do quesito. Destaque também para Derek Wolfe, Shelby Harris e Von Miller, que marcaram um sack, um tackle for loss e mais um QB hit. Por fim, destaque especial para Justin Simmons, que fez a jogada da partida, vencendo o jogo para nós com uma interceptação linda que, por sinal, eu não vejo TJ Ward fazendo uma jogada assim.

Isaiah McKenzie se mostrou melhor do que o esperado, sendo consistente nos retornos de punts, e conseguindo dois bons retornos (um deles voltando por falta). O que ele tem de prestar atenção é para não soltar a bola, já que cometeu dois muffed.

Riley Dixon novamente foi o punter que esperávamos que era quando o escolhemos para o lugar do Britton Colquitt, mandando ótimos punts, 3 deles dentro das 20 jardas adversárias (2 dentro das 5), e uma média de 45,2 jardas por punt.

O ponto negativo do time de especialistas, novamente, vai para Brandon McManus, que errou um chute de 29 jardas. Se ele tivesse acertado, o jogo não teria sido nem de longe tão apertado quanto foi.

Sucesso em Terceiras Descidas, Fracasso na Red Zone

Ano passado, o Broncos tinha dois grandes problemas no ataque: A incapacidade de ter campanhas longas, tendo sido o time com mais three-and-outs da temporada, e a dificuldade em encerrar campanhas. Para se ter uma ideia, o Broncos terminou 2016 na penúltima posição em conversões de terceira descida, com apenas 34%.

Na partida, convertendo 5 das 16 chances que teve, o Broncos diminuiu um pouco sua média, mas ainda se manteve na quarta posição geral, com 47% de suas terceiras descidas convertidas, o que é um número excelente. Entretanto, na Red Zone, os problemas apareceram.

Depois de marcar TDs em 3 das 5 oportunidades contra o Chargers, em todas as 4 contra o Cowboys, e em 1 das 3 oportunidades que teve contra o Bills, o Broncos teve 4 oportunidades de Red Zone contra o Raiders, e não converteu nenhuma delas em touchdowns. 2 delas, aliás, foram campanhas que já começaram em ótima posição de campo, mas não conseguimos mais do que 4 jardas em nenhuma delas, e tivemos de chutar o Field Goal (errando um deles).

Esse foi o primeiro ponto de ênfase de Vance Joseph e sua comissão técnica em seu primeiro treino em Denver, e tem de ser um foco na Bye Week também.

Falta de Instinto Assassino

No final do terceiro quarto de Broncos e Chargers, vencíamos por 24 a 7. O jogo terminou 24 a 21, decidido num field goal errado. No intervalo de Broncos e Bills, o jogo estava empatado em 13 pontos. Abrimos 10 a 0 no primeiro quarto contra o Raiders, e vencíamos por 16 a 7 no final do terceiro.

Enquanto somos o time da liga com o melhor primeiro quarto, em termos de diferencial, sofremos 30 pontos nos quarto períodos dos jogos, e marcamos apenas 7, contra o Cowboys, para um diferencial negativo de 23 pontos. Ao Broncos, falta o instinto assassino. O instinto de, quando se está vencendo um adversário, manter o pé na jugular até quebrar a traqueia.

Sabem por que Bill Belichick e o New England Patriots vão para uma quarta descida vencendo por 50 pontos? Porque isso bota medo nos adversários. Quando alguém joga contra New England, sempre sente que tem de ser perfeito, porque qualquer erro pode ser fatal. Isso faz com que os jogadores cometam erros, porque querer ser perfeito nunca dá certo.

Por outro lado, deixamos os times terem esperanças. Hoje, quem enfrenta o Broncos pensa que, não importa o placar no terceiro quarto, há esperança no quarto. Pensam que não há jogo perdido contra nós. E não é isso que queremos que pensem. Queremos que eles temam Denver. Queremos que todos tentem ser perfeitos contra nós, sabendo que não terão tempo para conseguir recuperar depois. É isso que queremos. É isso que precisamos fazer.

De qualquer forma, previ no meu post de análise do calendário que chegaríamos na Bye Week com 2 vitórias. Estamos com 3, e a um drop de um recebedor do Washington para sermos os líderes da divisão.

Na próxima semana, teremos posts diferentes para ocuparem o espaço dos posts normais de jogos. O que vocês querem ver no Mile High Brasil?

#GoBroncos!