Mock Draft 2017

Saudações, leitores e torcedores de sangue laranja. Falta uma semana para o dia mais importante dos últimos dois meses para nós, o tão esperado NFL Draft 2017. Como sou (quase) viciado em College Football, decidi trazer a vocês um mock draft com minhas análises e opiniões sobre as possíveis escolhas de cada time no primeiro round e sobre todas as nossas dez escolhas ao decorrer do draft.

John Elway mock

John Elway na sala de conferência do UCHealth Training Center em 2015.

Antes de mais nada, hoje era para sair o post do LH sobre a segunda rodada, mas como ele fez o Dicionário, e atuará como juiz de amanhã até domingo num torneio de Pokémon, estou adiantando este post, e os do LH sairão na segunda e quarta.

Quando chega o mês de Abril, nós só pensamos em uma coisa: Quem será o escolhido por John Elway. Neste post, darei atenção especial para nossas picks, simulando todas as dez, mas também farei um mock completo do primeiro round, explicando minhas escolhas e motivos.

É válido lembrar que tudo neste post vem do meu ponto de vista e opinião, não quer dizer que as franquias farão exatamente isso no dia 27 de Abril, ou que farão tudo diferente, é apenas o modo que eu analiso os prospectos e as possibilidades de cada time.

Vocês irão notar que, em frente do nome da franquia, do jogador e da universidade, terão dois números, essa é a ferramenta que eu uso para rankear prospectos com notas de 7.5 a 5.0. Surpreendentemente, a nota mais alta nesta classe é de Myles Garrett, mas como eu avalio apenas os 100 melhores jogadores, nossas escolhas de quarto, quinto, sexto e sétimo round não terão notas, nesse caso, a sigla “N/A” (not available) estará presente.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

1. Cleveland Browns – Myles Garrett, DE, Texas A&M – 7.5.

Garrett tem tudo para ser a peça principal no quebra-cabeça de Paul DePodesta em Cleveland, é simplesmente o melhor prospecto dos últimos cinco anos e com certeza será a 1º escolha overall.

2. San Francisco 49ers – Jamal Adams, S, LSU – 7.4.

Se existe alguém que pode escolher um Safety no top três, esse alguém é John Lynch. O novo General Manager dos 49ers foi um dos melhores Safeties que a NFL já viu e sabe o que um jogador como Adams pode fazer. Com um fator clutch em terceiras descidas curtas, Adams terá impacto imediato na defesa do recém contratado Robert Saleh e será um dos pilares na reconstrução da equipe.

3. Chicago Bears – Solomon Thomas, DL, Stanford – 7.4.

Dezoito jogos. Isso foi o necessário para Solomon Thomas mostrar seu valor. Com sua boa técnica de mãos e versatilidade para jogar em todas as posições da D-Line, o Defensive End de Stanford pode ser uma estrela no esquema 3-4 de Vic Fangio e estar entre os favoritos ao prêmio de Rookie Defensivo do Ano.

4. Jacksonville Jaguars – Leonard Fournette, RB, LSU – 7.3.

Os Jaguars querem ser um time físico daqui pra frente, existe algo melhor pra isso do que draftar o melhor Running Back da classe? Eu acho que não. A equipe da Florida vem investindo pesado em seu Roster nos últimos anos, mas falta a mentalidade vencedora, falta a “fome” pelo sucesso, tais problemas serão resolvidos com a personalidade e estilo de jogo Leonard Fournette.

5. Tennessee Titans (FROM LA RAMS) – Marshon Lattimore, CB, Ohio State – 7.3.

Sendo um exemplo de persistência, Lattimore batalhou contra lesões na coxa durante seus primeiros dois anos em Ohio State, mas nada foi capaz de atrapalhar sua “redenção” em 2016. Com treze passes defendidos e quatro interceptações, ele alcançou o topo dos boards em sua posição e foi um dos principais responsáveis pela grande temporada dos Buckeyes. Mesmo com tanta qualidade, Lattimore ainda não alcançou seu potencial máximo, o que o torna perfeito para o jovem time dos Titans que evolui ano após ano.

6. New York Jets – Jonathan Allen, DL, Alabama – 7.2.

Com a novela Sheldon Richardson chegando aos últimos capítulos, os Jets irão garantir um substituto com a mesma qualidade para a linha defensiva. Se os problemas nos ombros não influenciarem, Allen pode acumular cerca de 500 snaps na temporada sob a tutela do coordenador defensivo Kacy Rodgers.

7.  Los Angeles Chargers – Malik Hooker, S, Ohio State – 7.3.

Não é novidade que a classe está repleta de bons prospectos na secundária, Malik Hooker pode ser o melhor deles. Quando avaliam safeties, os scouts procuram por três características principais: alcance, instintos e habilidade para tacklear, Hooker tem as três. Diferente de Jamal Adams, o sophomore de Ohio State tem como ponto forte a cobertura de passe, registrou sete interceptações em 2016 e pode contribuir muito com a defesa dos Chargers que foi a 20º contra o passe ano passado, permitindo 249 jardas por partida.

8. Carolina Panthers – O. J. Howard, TE, Alabama – 7.3.

O­s Panthers começaram a temporada de 2016 como os favoritos na Conferência Nacional, mas terminaram com a 8° escolha overall. Ron Rivera precisa de play makers no ataque, e nesse ponto do draft, a escolha ideal é O. J. Howard. O Tight End de Alabama formará um trio sólido com Greg Olsen e Kelvin Benjamin, dando a Cam Newton as armas necessárias para liderar o time de volta aos playoffs.

9. Cincinnati Bengals – Reuben Foster, LB, Alabama – 7.1

Muitas possibilidades fazem sentido aqui, um Wide Receiver, talvez um Defenseive End, mas o melhor cenário para os Bengals é garantir o melhor Linebacker da classe. Foster consegue substituir Rey Maualuga e ser um pesadelo para os Running Backs ao lado de Vontaze Burfict, pensando melhor, pode até substituir o próprio Burfict em casos de suspensão, o que acontece com certa frequência por lá.

10. Buffalo Bills – Gareon Conley, CB, Ohio State – 7.0

Com uma atuação sólida no Combine, Conley mostrou ter atleticismo e versatilidade para se tornar uma estrela na liga. O novo Head Coach dos Bills, Sean McDermott, usa um esquema 4-3 baseado em Press Coverage, tornando Conley a melhor opção para a 10º escolha overall e recuperando a profundidade na posição depois que Stephon Gilmore foi para o lado negro da força.

11. New Orleans Saints – Derek Barnett, DE, Tennessee – 7.2.

Titular absoluto na defesa dos Volunteers por três anos, Barnett registrou 33.0 sacks e 197 tackles nesse período. Seu 40-yard dash de 4.88 segundos foi abaixo do esperado, mas ele compensa a “falta” de velocidade com uma explosão metódica, força nas mãos e consciência para estar no lugar certo na hora certa. Mostrando capacidade também na run defense, Barnett é o prospecto perfeito para a defesa 4-3 dos Saints, que precisa evoluir bastante para dar chance de mais um título a Drew Brees.

12. Cleveland Browns (FROM PHILADELPHIA) – Mitchell Trubisky, QB, North Carolina – 6.9.

Os Browns (como sempre) precisam de um Franchise Quarterback, olhando para o elenco nesse momento, vemos Cody Kessler, Kevin Hogan e Brent… Quero dizer, Brock Osweiller, convenhamos que não é o cenário ideal para a equipe. Trubisky pode trazer uma ponta de esperança aos torcedores de Cleveland, o Quarterback dos Tar-Heels precisa de uma ótima estrutura de técnicos a sua volta para se tornar um stater de qualidade na NFL, mas já tem atributos indispensáveis para isso. Grande precisão em passes curtos, capacidade de estender jogadas com as pernas, sabe se livrar da bola quando necessário e entende o processo de competição pela titularidade.

13. Arizona Cardinals – Corey Davis, WR, Western Michigan – 7.0.

Corey Davis é um Wide Receiver de 1,91 de altura e 94 quilos que dominou completamente a conferência menor do College Football. Mesmo recebendo muita atenção das defesas adversárias. o jogador de 22 anos carregou o ataque dos Broncos (sua equipe no College) nas costas durante quatro anos, registrando 5.278 jardas e 52 touchdowns nesse período. Com os melhores anos de Carson Palmer já no passado, Bruce Arians pode usar o novato de Western Michigan ao lado de Larry Fitzgerald para ocupar a secundária e criar mais oportunidades para o ótimo David Johnson no jogo terrestre.

14. Philadelphia Eagles (FROM MINNESOTA) – Christian McCaffrey, RB, Stanford – 7.0.

Mesmo com uma longa conversa, John Elway não será capaz de tirar Christian McCaffrey das mãos dos Eagles. Com sua habilidade como Running Back, Receiver e Special Teamer, o Junior de Stanford é ideal para o estilo West Coast que Doug Peterson aplica em Phily e pode evoluir ao lado de Carson Wentz para colocar os Birds na briga pelo Lombradi Tropy em um futuro próximo.

15. Indianapolis Colts – Haason Reddick, LB, Temple – 7.0.

Conhecemos o estilo da franquia de Jim Irsay e não seria surpresa vê-los escolhendo um jogador de ataque mesmo com uma das piores defesas da NFL, mas Chris Ballard deve ir pelo caminho menos arriscado em sua primeira grande decisão como General Manager e garantir um dos melhores play makers da classe, Haason Reddick. O fit ideal para a defesa de Chuck Pagano seria o Edge Rusher Takkarista McKinley, de UCLA, mas uma cirurgia no ombro deve tirá-lo do top quinze e provavelmente do primeiro round, mas isso não é tão ruim quanto parece para Andrew Luck e seus companheiros, pois Reddick oferece algo que os Colts não tem, dominância na defesa. Ele pode ser um grande fator na Run Defense e também consegue pressionar o Quarterback com muita qualidade, suprindo duas necessidades da equipe de uma só vez.

16. Baltimore Ravens – Mike Williams, WR, Clemson – 6.9.

Os Ravens foram a definição de “time mediano” em 2016. Record de 8-8, o 17º melhor ataque da liga e marcaram apenas 22 pontos a mais do que sofreram. O único quesito onde não ficaram no meio da tabela foi em jardas aéreas, 24º lugar entre os 32 times, o que pode piorar ainda mais com a aposentadoria da lenda Steve Smith. Ozzie Newsome conhece um bom Wide Receiver de longe e não deixaria Mike Williams passar na #16 escolha overall. O principal recebedor de Clemson foi fundamental na campanha que deu aos Tigers seu segundo título nacional e talvez seja a resposta para o problema de Joe Flacco e John Harbaugh.

17. Washington Redskins – Malik McDowell, DT, Michigan State – 6.7.

A equipe da capital precisa de um Nose Tackle para sua defesa 3-4, e ao que tudo indica, Malik McDowell é o sortudo da vez. O melhor jogador da defesa dos Spartans é conhecido como “exército de um homem só”, porém, sua paixão pelo jogo faz os especialistas se perguntarem se ele terá sucesso na carreira profissional ou será um bust. Acho esse spot muito alto para um jogador como ele, existe a possibilidade de Bruce Allen aceitar um trade down para escolher o DT no final do round, ou quem sabe, aceitar uma oferta dos Jets envolvendo Sheldon Richardson, mesmo não sendo o fit perfeito… É isso que torna o draft tão interessante, são inúmeras possibilidades e ninguém realmente sabe o que pode acontecer.

18. Tennessee Titans – John Ross, WR, Washington – 6.9.

Quebrar o record da 40-yard dash é um sonho de todo jogador no Combine, mas apenas John Ross foi capaz de fazer isso desde Chris Johnson em 2008, e por coincidência (ou não), será escolhido pela mesma franquia. Com sua segunda escolha no primeiro round, os Titans encontram mais um starter, Ross chega para suprir a maior necessidade da equipe nesse momento e ajudar Marcus Mariota a alcançar o próximo nível. De olho nos Titans, o planejamento deles é ótimo e a execução está sendo ainda melhor, não me surpreenderia em ver um jogo de playoff na Music City em janeiro.

19. Tampa Bay Buccaneers – Dalvin Cook, RB, Florida State – 7.1.

Tento imaginar a reação do General Manager Jason Licht quando ver Dalvin Cook disponível nessa altura do draft. Não tenho ideia do que Jameis Winston, Mike Evans, DeSean Jackson e Dalvin Cook podem fazer a longo prazo, mas com certeza eles podem elevar o nível de competição pelo título da NFC South esse ano e colocar os Buccaneers nos playoffs, o que não acontece desde 2007.

20. Denver Broncos – David Njoku, TE, Miami – 7.0.

David Njoku mock

David Njoku (86) recebendo o lançamento de Brad Kaaya (15) na partida contra Georgia Tech.

Acho que o primeiro nome no board de todos nós é Christian McCaffrey, mas creio que o Running Back de Stanford não estará mais disponível. Independente disso, temos que continuar buscando playmakers para o ataque e nesse cenário do draft, a melhor opção será David Njoku. O tight end dos Hurricanes é um ótimo fit para nós pois Mike McCoy já trabalhou com Antonio Gates e fez Hunter Henry ter uma boa temporada de rookie, Njoku tem as ferramentas necessárias para alcançar o mesmo sucesso. Ao lado de Thomas e Sanders, ele pode sobrecarregar as defesas adversárias e criar problemas de matchu up devido a sua força física, ajudando também na criação de espaços para CJ e Booker no jogo terrestre.

21. Detroit Lions – Charles Harris, DE, Missouri – 6.9.

Aldon Smith, Sheldon Richardson e Shane Ray. Esses são alguns dos jogadores de linha defensiva que saíram da Missouri University para a NFL, Charles Harris manterá essa tradição viva formando uma ótima dupla da Edge Rushers com Ezekiell Ansah e facilitando a vida do Coordenador Defensivo Teryl Austin.

22. Miami Dolphins – Forrest Lamp, OG/OT, Western Kentucky – 7.0.

Em 2016, os Dolphins draftaram Laremy Tunsil no primeiro round e jogaram-no para Guard, deixando Branden Albert como Left Tackle, essa foi a receita para Jay Ajaiy passar das 200 jardas três vezes na temporada. Com Albert indo para Jacksonville, Adam Gase pode mover Tunsil para Tackle e usar Lamp como Guard, preservando a qualidade do ano passado e garantindo dois grandes pilares na linha por um bom tempo… Jay Ajaiy agradece.

23. New York Giants – Ryan Ramczyk, OT, Wisconsin – 6.9.

Ramczyk está lidando com uma lesão no quadril, o diagnostico final será um fator em relação ao spot em que o Left Tackle será draftado, mas é indiscutível que ele pode ser a resposta para um problema que os Giants vem enfrentando há um tempo: Ereck Flowers. Com Ramczyk indo para Big Apple, Flowers pode tentar a sorte como Right Tackle, ou até como Guard, deixando o lado cego de Eli Manning para o bom jogador de Wisconsin.

24. Oakland Raiders – Jarrad Davis, LB, Florida – 6.9.

Com o ataque terminando a última temporada entre os cinco melhores da liga, ficou evidente que o problema em Oakland é o lado defensivo da bola. Ken Norton precisa de playmakers em seu setor e com a saída do MVP do Super Bowl 48, Malcom Smith, Jarrad Davis é a escolha ideal para o nosso maior rival. Sendo um jogador de quatro descidas, Davis pode ser um grande fator para os Raiders esse ano e tirar um pouco do peso que Khalil Mack carrega nas costas.

25. Houston Texans – DeShone Kizer, QB, Notre Dame – 6.9.

O sistema de Bill O’Brien precisa do jogo corrido para funcionar, o que não vai acontecer sem a ameaça de big plays por parte dos recebedores. Sendo assim, DeShone Kizer é o jogador perfeito para a franquia de Houston. O Junior de Notre Dame é um Pocket Passer de competência com boa pontaria em passes longos para tirar vantagem da velocidade de Will Fuller e DeAndre Hopkins.

26. Seattle Seahawks – Garett Bolles, OT, Utah – 6.9.

Na opinião de muitos, Bolles teve o melhor Combine da história para um Offensive Tackle e os Seahawks ficarão felizes quando se depararem com ele disponível na 26º overall. Com Luke Joeckel mostrando mais capacidade no interior da linha, Pete Carroll pode melhorar bastante esse setor colocando Bolles de Left Tackle e deixando Joeckel de Guard. Mesmo com essa escolha, o grande John Schneider deve buscar outras opções para a OL nos late rounds.

27. Kansas City Chiefs – Deshaun Watson, QB, Clemson – 6.7.

Acumulando 30 interceptações em dois anos, Watson não está pronto para ser starter na NFL, mas em Kansas City isso pode mudar. Com um ou dois anos no banco, ele pode absorver muita experiência e aprender perfeitamente o esquema dos Chiefs com o head coach Andy Reid, sem contar o bônus de trabalhar todos os dias com um dos melhores Quarterbacks da liga quando o assunto é cuidar da bola, o veterano Alex Smith. Se tudo correr como planejado, a janela de Super Bowl dos Chiefs permanecerá aberta por um bom tempo.

28. Dallas Cowboys – Marlon Humphrey, CB, Alabama – 6.9.

Jerry Jones gosta de estar na primeira página no dia após o Draft e conseguirá mais uma vez depois de escolher o prospecto dos Crimson Tides. A maioria dos Boards tem Humphrey como um prospecto top quinze, confesso que também gosto muito desse jogador, mas sua vulnerabilidade em relação a receivers mais baixos e ágeis me preocupa um pouco, sem falar que o ex Cornerback de Alabama sempre pôde se apoiar no ótimo Pass Rush da equipe de Nick Saban. Mesmo com alguns contras, Humphrey tem grande personalidade e está acostumado a ser CB #1, algo que os Cowboys necessitam nesse momento.

29. Green Bay Packers – T. J. Watt, ED, Wisconsin – 6.7.

Um Pass Rusher branco de formação 3-4, elegível para o Draft depois de uma única temporada como titular e vindo de uma família tradicional na NFL… Bastante familiar, não? As coincidências com Clay Matthews só aumentam, pois T. J. Watt consegue recuar para ajudar na cobertura e tem uma boa leitura de jogo. Ted Thompson não deixou Matthews passar em 2009 e não deixará Watt passar agora.

30. Pittsburgh Steelers – Jabrill Peppers, S/LB, Michigan – 6.7.

Esse seria um dos spots para “resgatar” o Pass Rusher de UCLA, Takkarist McKinley, mas os Steelers tem mais interesse no melhor atleta do Draft, Jabrill Peppers. Peppers não é o melhor jogador da face da Terra, mas seu atleticismo e habilidade são incríveis, Mike Tomlin já desenvolveu vários prospectos medianos para serem titulares de qualidade em Pittsburgh, com certeza pode repetir o feito com o jogador dos Michigan Wolverines.

31. Atlanta Falcons – Taco Charlton, DE, Michigan – 6.9.

Taco Charlton foi um dos jogadores mais difíceis de encaixar neste mock, ele pode sair em qualquer escolha pra mais improvável franquia, mas na minha opinião o fit perfeito é com Dan Quinn. O melhor jogador da defesa de Jim Harbaugh em Michigan pode formar uma grande dupla com Vic Beasley e ajudar os Falcons encontrarem um rumo no lado defensivo da bola.

32. New Orleans Saints (FROM NEW ENGLAND) – Tre’Davious White, CB, LSU – 6.9.

Sean Payton já garantiu Derek Barnett na #11 overall e agora encontra mais um titular para sua defesa. White é o quarto melhor Corner da classe na minha opinião, sua resistência e habilidade podem ser de grande ajuda na defesa dos Saints, que deve evoluir bastante esse ano com a adição de dois prospectos de primeiro round.

Escolhas do Denver Broncos a partir do segundo round

Com o primeiro round finalizado, vamos agora para nossas escolhas do segundo até o sétimo round. Como explicado acima, alguns jogadores não terão nota pois estão fora do top 100 no meu board.

51. Denver Broncos – Antonio Garcia, OT, Troy – 5.9.

Sei que é difícil de acreditar nisso com Ty Sambrailo no Roster, mas nossa maior necessidade é a posição de Left Tackle. Garcia é o melhor prospecto para nós no segundo round, seu trabalho de pés e atleticismo o tornam uma boa alternativa para nossa OL, já que ele dificilmente é vencido pela lateral da linha e contará com uma boa ajuda dos nossos Guards no interior. No segundo round, trade ups não são caros e John Elway pode ter mais espaço para negociar caso Garcia esteja na mira de algum time antes da #51 overall. Com nossa situação atual, Garcia poderá competir pela posição logo em seu primeiro ano, se mesmo assim não conseguir ser o titular em Novembro, ele tem atributos que podem ser trabalhados a longo prazo e, quem sabe, ser um jogador sólido no segundo ano.

82. Denver Broncos – Nazair Jones, DT, North Carolina – 5.2.

A fit perfeita para nós nesta escolha seria Dalvin Tomlinson, mas o NT de Alabama deve sair no final do segundo round, nesse caso, ficamos com o melhor jogador da defesa dos Tar Heels, Naz Jones. Com dois anos de titularidade em North Carolina, Jones mostrou capacidade para jogar de DE em um sistema 3-4 e até mesmo de NT em situações isoladas. A linha defensiva sempre precisa de reforços, já trouxemos Peko e Kerr, mas com tantas lesões acontecendo na linha de scrimmage, um prospecto talentoso como Jones pode ser útil.

101. Denver Broncos – Corn Elder, CB, Miami – 5.2.

Elder é um dos meus jogadores preferidos neste draft, mas não se encaixa em qualquer tipo de defesa imediatamente, por isso, sua principal função como rookie seria substituir Kayvon Webster no Special Team, e ele tem habilidade para isso. Temos o melhor trio de Cornerbacks da NFL, mas será difícil para manter Chris Harris, Talib e Roby juntos por muito tempo devido aos valores de seus contratos, nesse caso, Elder estaria pronto para assumir uma das posições, sem esquecer de suas obrigações na quarta descida.

127. Denver Broncos – Jeremy McNichols, RB, Boise State – N/A.

Não teremos Christian McCaffrey, mas podemos ter Jeremy McNichols. O substituto de Jay Ajaiy em Boise State acumulou 53 touchdowns em dois anos, mais do que qualquer outro jogador no College Football nesse período. McNichols tem visão periférica e controle corporal para contribuir com nosso ataque correndo e recebendo a bola. Recebendo Njoku, Garcia e McNichols como presente de boas vindas, Mike McCoy tornará nossa ataque bem mais dinâmico e imprevisível em comparação a era Kubiak.

177. Denver Broncos – Anthony Walker, LB, Northwestern – N/A.

Anthony Walker se tornou titular da defesa dos Wildcats há três anos devido a lesão do titular na época, Collin Ellis, mas nunca mais precisou sentar no banco de reservas. Com duas temporadas consecutivas registrando 100+ tackles, Walker foi selecionado para o All-American Team em 2015 e Second Team All Big10 em 2016. Valorizando sua velocidade, o Linebacker faz parecer que existem dois ou três dele em campo, mas precisa evoluir sua técnica e ângulos de tackle. Sendo filho de um Head Coach, Walker tem a mentalidade perfeita para ser titular na NFL, o que pode acontecer em Denver já que Corey Nelson e Todd Davis não convenceram em 2016.

203. Denver Broncos (VIA TENNESSEE) – Julie’n Danverport, OT, Bucknell – N/A.

A disputa pela titularidade será entre Sambrailo e (teoricamente) Garcia na esquerda e Watson e Stephenson na direita, mas nós sabemos que lesões podem atrapalhar todo o planejamento, por essa razão, Danverport pode ser uma espécia de “seguro” para nossa OL caso um dos titulares precise ficar fora por tempo indeterminado, mas seus 50 jogos como titular em Bucknell mostram que ele pode brigar pela posição após um ou dois anos de evolução. Fato curioso, o Left Tackle de Bucknell pode ser o primeiro jogador de sua universidade a ser selecionado no Draft desde o Wide Receiver Sam Havrilak, em 1969.

238. Denver Broncos – Ben Boulware, LB, Clemson – N/A.

O título nacional de Clemson não seria possível sem a presença de Ben Boulware na equipe. O jogador era o capitão da defesa e uma das presenças mais influentes no vestiário, tanto que foi um dos escolhidos para a entrevista após a final ao lado de Deshaun Watson e do Head Coach Dabo Swinney. Boulware pode ter snaps no Special Teams e, quem sabe, disputar uma das vagas de Linebacker titular na nossa defesa após alguns anos.

252. Denver Broncos – Malachi Dupree, WR, LSU – N/A.

Mesmo sendo o melhor Wide Receiver dos Tigers nos últimos dois anos, Dupree não mostra muitos atributos para ter sucesso na NFL, mas se existe um lugar que ele pode evoluir seu jogo, esse lugar é Mile High City. Trabalhando todos os dias com Demaryius Thomas, Emannuel Sanders e o técnico de receivers, Tyke Tolbert, Dupree pode ser uma boa opção no banco de reservas para a próxima temporada e contribuir no Special Teams.

253. Denver Broncos – Fish Smithson, S, Kansas – N/A.

Procurei por um Quarterback para compor elenco nesta escolha, mas pegaremos algum como Undrafted Free Agent no dia seguinte, então achei melhor garantir o melhor jogador disponível, o Safety Fish Smithson. Ele não terá impacto na equipe imediatamente, talvez nem esteja no Roster dos 53 quando a temporada regular começar, mas pode incomodar no Training Camp com sua velocidade mental e habilidade na cobertura de chutes.

Vance Joseph mock

Vance Joseph sendo apresentado como Head Coach do Denver Broncos em 2017.

Como viram, não conseguiremos fazer trade up para buscar Christian McCaffrey, mas caso isso aconteça, o spot ideal seria entre a 12º e 14º escolha, com base na tabela que usamos para colocar “preço” nas picks, a 12º escolha vale 1.200 pontos, a 13º vale 1.150 e a 14º vale 1.100, já a nossa 20º escolha overall tem o valor de 850 pontos. Para subir entre a 12º e 14º, teríamos que envolver nossas duas picks de terceiro round, ou uma de terceiro, de quarto e de quinto, que possuem valores entre 180 e 21.

Pode dar certo? Claro que sim. Vale a pena? Eu diria que não. Se a trade se concretizar, investiremos boa parte do nosso draft em Christian McCaffrey e deixaremos de suprir algumas necessidades importantes, sendo que Njoku é tão bom prospecto quanto o Running Back de Stanford e não precisamos perder nada para tê-lo. Na verdade, teremos um draft bem mais completo com jogadores como Naz Jones, Corn Elder, Jeremy McNichols e Anthony Walker.

Como dito no início do post, esse é o meu ponto de vista, vocês podem ter outra visão e até mesmo John Elway pode estar lendo esse post (até porque isso pode mesmo acontecer) e caindo na risada, esse é o principal ponto dos mock drafts, expor sua opinião e conhecer outras. Então comentem e compartilhem para espalhar a palavra.

#GoBroncos.