Melhor e pior cenário Broncos 2016

Melhor e pior cenário do Broncos 2016

Olá, amigo leitor e torcedor do Denver Broncos. Preparados para mais um textão? Com o Training Camp chegando (começa amanhã), resolvi trazer para vocês uma análise feita por um amigo do Thin Air, o Jeremy, que se refere ao melhor e pior cenário possível que o Broncos pode enfrentar na temporada 2016, incluindo o potencial de sucesso e risco de cada uma das decisões tomadas por nosso Front Office. Bora?

Antes de mais nada, como as lesões são algo imprevisível, a comparação é feita com um time saudável, como foi o de 2015, descontando Clady e Heuerman, que nem participaram do Training Camp. Foi levado em conta o fato de alguns veteranos envelhecerem e, até certo ponto, também jogadores que costumam ser afetados por lesões. Por fim, lesões não foram colocadas na parte de “pior cenário”, porque elas podem criar um cenário ainda pior do que o descrito aqui, mas é algo subjetivo demais para se falar. Adicionei alguns comentários meus em meio ao texto, então posso dizer que é um esforço conjunto de ambos.

Melhor e Pior Cenário do Ataque

A ideia é analisar cada grupo individualmente, mesmo que eles sejam ligados entre si. O jogo do QB pode ser afetado por uma OL com problemas, assim como um jogo corrido forte pode mascarar problemas dos QBs.

Quarterbacks

Melhor cenário: Sanchez tem o melhor ano de sua carreira, acabando com seu problema de turnovers. Ele faz tudo o que o Broncos precisa que faça, é capaz de assumir a posíção de líder, fazer mais lançamentos quando necessário e controlar o ataque. Ele manda bem nos play actions e consegue algumas vitórias épicas de virada. Lynch vai bem na pré-temporada e quando entra em campo no fim de jogos decididos.

Pior cenário: Sanchez tem dificuldade e continua a lançar interceptações e cometer fumbles. Ele não consegue liderar o ataque e Lynch é jogado aos leões antes da hora. O nervosismo de Lynch o atrapalha e ele vai tão mal quanto Sanchez. Enquanto isso, Brent Osweiler (alguém lembra dele?) arrebenta em Houston. O cenário é sombrio.

Running Backs

Melhor cenário: CJ se mantém saudável o ano todo e tem a temporada que sonhamos que ele teria desde o fim de 2013. Booker é um ótimo change of pace e divide carregadas com Hillman pelo posto de reserva. Hillman se desenvolve ainda mais do que antes. Janovich se prova uma força no backfield, abrindo todos os caminhos necessários para os RBs passarem.

Pior cenário: CJ continua a jogar de forma inconsistente e tem mais um ano cheio de lesões. Booker, como muitos calouros, não consegue controlar o problema de fumbles que tinha na faculdade e vai para o banco logo, sendo parte frequente da lista de inativos. Hillman tem seu desempenho deteriorando. O time não encontra um Full Back que faça bem o seu trabalho, dificultando corridas, especialmente pelo interior.

Wide Receivers

Melhor cenário: Latimer/Fowler/Norwood/Sunshine aparece como um forte 3º receiver. Sanders continua a jogar de forma estupenda em seu último ano de contrato. DT arrebenta num ataque mais bem sucedido, e acaba com os problemas de drops que sofreu por toda a carreira.

Pior cenário: DT continua a sofrer com drops e a ir mal no ataque do Kubiak. Nenhum bom WR aparece como 3ª opção, e o time sofre com a falta de profundidade no elenco.

Tight Ends

Melhor cenário: Jeff Heuerman atende as expectativas e se tornar um dos melhores TEs jovens da liga, sendo uma grande ameaça na Red Zone, de forma que o Broncos não tinha desde Julius Thomas. Virgil Green continua em seu papel de bom TE bloqueador enquanto também recebe passes quando necessário. Graham é um reserva sólido agora que volta a jogar com Kubiak. Owen Daniels assiste a temporada toda pela TV.

Pior cenário: Heuerman não consegue ir bem tão rápido quanto esperado, e Virgil Green não consegue evoluir a ponto de se tornar um TE #1. Graham mostra que suas 22 recepções nos últimos 2 anos são o que ele é capaz de fazer. O Broncos não tem ameaças aéreas na posição de TE, o que prejudica grandemente o ataque de Kubiak. Somos forçados a buscar por opções de trocas depois de Owen Daniels mandar o time se ferrar.

Offensive Tackles

Melhor cenário: Okung bem o bastante para obrigar o Broncos a acionar a cláusula de opção, estendendo seu contrato. Stephenson mostra que é um titular valioso e joga de forma sólida do lado direito. Schofield melhora e se torna um bom reserva.

Pior cenário: Okung e Stephenson têm dificuldades no novo ambiente, e Stephenson mostra o porquê do Pro Football Focus tê-lo como um dos piores tackles da liga.

Offensive Guards/Centers

Melhor cenário: Garcia continua a jogar tão bem quanto no ano passado, e Sambrailo se prova muito mais efetivo jogando pelo lado interno da linha. Paradis continua a jogar bem. McGovern vai bem como calouro e é um reserva de qualidade quando Garcia ou Sambrailo precisam descansar.

Pior cenário: Garcia tem dificuldade de se tornar um Guard de todos os snaps, e Sambrailo não mostra melhora em relação ao ano passado, mesmo do lado de dentro. McGovern não está desenvolvido o bastante para jogar e o Broncos sente muito a falta de Mathis e Vasquez. Paradis tem dificuldades sem ter dois Guards All-Pros ao seu lado.

Resumo do ataque

Acho que o Broncos agora terá jogadores que se encaixam melhor no esquema, o que deve melhorar as coisas. Por outro lado, há uma preocupação de que o time sentirá falta de Peyton Manning, e tudo o que ele fazia na linha que não aparece na folha de estatísticas. Quanto à linha, ouvimos muitos torcedores dizendo que não pode piorar, e acho que isso é incrivelmente ingênuo. Ano passado, fomos 15º em jardas corridas por tentativa e 20º em sacks permitidos. Há bastante espaço para piorar, se os jogadores não forem bem.

Melhor e Pior Cenário da Defesa e Special Teams

Linha Defensiva

Melhor cenário: Derek Wolfe continua na vibe que estava ano passado, enquanto que Gotsis, Crick, Walker e um saudável Kenny Anunike se juntam para cobrir a saída de Malik. Sly Williams melhora ainda mais no 4º ano, como Wolfe e Jackson fizeram, e Kilgo ou Phil Taylor completa bem o grupo.

Pior cenário: Jackson prova ser mais valioso do que alguns imaginavam, e a qualidade da unidade como um todo cai. Basta uma ou duas peças com dificuldades para que a capacidade de manter os jogadores efetivos com bastante rotação seja afetada.

Inside Linebackers

Melhor cenário: Brandon Marshall eleva seu jogo a outro nível. Todd Davis, Zaire Anderson ou algum desconhecido preenche bem o buraco deixado por Trevathan.

Pior cenário: Davis e Anderson provam-se incapazes de serem titulares, e Marshall piora seu desempenho sem Trevathan jogando do lado dele.

Outside Linebackers

Melhor cenário: Esse grupo é tão bom que é difícil de acreditar que possam melhorar, mas se Miller e Ware continuarem jogando bem, e Shaq e Ray se desenvolverem bem, a defesa pode ficar ainda mais assustadora. Von é liberado para tocar ainda mais o terror nos QBs adversários e uma rotação equilibrada mantém todo mundo descansado o ano todo.

Pior cenário: Os 34 anos de idade e as dores nas costas tornando difícil para Ware jogar bem e se manter em campo. A offseason ocupada de Von Miller de programas de TV, Dancing with the Stars e as negociações contratuais fazem com que ele comece a temporada com o freio de mão puxada, com dificuldades de entrar em forma. Ray e Barrett continuam a ser inconsistentes de tempos em tempos.

Defensive Backs

Melhor cenário: Este é outro grupo que é difícil de ver melhorar, mas é possível. Brandian Ross, Justin Simmons ou Will Parks podem surgir como um terceiro safety eficiente, no lugar de Bruton. Darian Stewart joga ainda melhor no seu último ano de contrato. Aqib Talib ignora a offseason conturbada e continua a ser eficiente marcando os melhores receivers adversários.

Pior cenário: Talib não consegue se recuperar do tiro na perna e Ward começa a sentir o peso da idade. A falta de um terceiro safety de qualidade dá problemas, e temos de ter alguém do nível de Keo e Bush no papel.

Special Teams

Melhor cenário: Dixon se torna o punter titular e melhora sua média de 43.7 jardas em seu último ano, se tornando um dos melhores punters da liga. Ele e o novo long snapper não têm problemas em se ajustar ao profissional e não há problemas com snaps a temporada toda. McManus continua a melhorar do ano passado, melhorando sua precisão em chutes de longa distância e se tornando um kicker top 5 da liga. Encontramos um retornador que efetivamente apresente risco de Touchdown para nosso time nos retornos.

Pior cenário: McManus piora do ano passado e continua sua pequena dificuldade com chutes acima de 40 jardas. O novo LS ou Holder tem problema com um ou dois snaps, fazendo o time perder alguma partida. Dixon vence Colquitt no Training Camp, mas não consegue ir bem durante a temporada. O time continua com uma rotação de retornadores e muffed punts e fumbles são frequentes.

Resumo da Defesa

A relativa manutenção do elenco e do esquema de jogo são um ponto positivo e negativo, ao mesmo tempo. Por um lado, os jogadores estarão mais familiarizados com o sistema, e podem melhorar do que tiveram ano passado. Por outro, a defesa campeã do Super Bowl fez coordenadores ofensivos fazerem hora extra na offseason, analisando cada jogada e tentando bolar um esquema que funcione contra nós. Jogamos contra 10 dos nossos oponentes de 2016 no ano passado, o que gera bastante familiaridade dos dois lados. Por outro lado, a defesa pode ser ainda melhor do que foi ano passado.

Análise Final

Esses são os melhores e piores cenários possíveis de todas as posições do Denver Broncos para a temporada 2016. Na média, eu diria que nossos pontos de atenção seriam a posição de QB, TE e Guard no ataque e ILB na defesa. Por outro lado, o jogo corrido e os OTs podem dar uma dinâmica diferente ao nosso time, e fazer o ataque do Kubiak funcionar de vez, especialmente se Janovich se firmar como um bom FB, algo fundamental nesse ataque.

A defesa pode regredir à média, como muitos esperam, mas vejo ainda possibilidades de ela ser ainda melhor do que ano passado, mas não acho que será o bastante para outro Super Bowl, a não ser que o ataque faça sua parte. Se Mark Sanchez for o QB do começo de sua carreira, ou dos últimos dois anos, temos boas chances. Se for o QB dos seus últimos anos no Jets, teremos muitas dores de cabeça.

E vocês, amigos leitores e torcedores, o que acham dessa análise e do time?

#GoBroncos!