Relembrando 2011: Chargers @ Broncos – semana 5

Na semana 5 da temporada regular o Broncos receberia o Chargers em Denver, e esse jogo se tornaria o pivô definitivo para o desenrolar da história mais comentada em Denver no ano de 2011: a controvérsia envolvendo os quarterbacks. O Chargers não precisou de uma partida brilhante para a vitória, mas o jogo não terminou tão fácil como parecia ao final do primeiro tempo.

 

San Diego Chargers
Chargers

29
  Q1 Q2 Q3 Q4 OT Denver Broncos
Broncos

24
SD 6 17 0 6
DEN 7 3 0 14

 

O início do jogo parecia favorável ao Broncos, com o primeiro dos tantos FG do Chargers convertidos (foram cinco ao final desse jogo!) e um pick-six de Cassius Vaughn, em um jogo em que a defesa demonstrou um desempenho razoavelmente maior do que aquele do jogo anterior. Philip Rivers alcançou, de fato, várias vezes a linha suficiente para conversão de field goal, mas a red zone seria um tanto mais rara para o San Diego Chargers.

Por outro lado o jogo aéreo de Denver não demonstrava resultados, com Kyle Orton fazendo um jogo ineficiente com uma performance medíocre, completando no primeiro tempo de jogo apenas 6 de 13 tentativas, para um total de 34 jardas e uma interceptação. Por outro lado, o segundo quarto do jogo foi o melhor para o ataque do Chargers, dois touchdowns, um passe de 42 jardas para Malcolm Floyd e uma corrida de 8 jardas para Philip Rivers. O primeiro tempo do jogo terminou 23 a 10 para o Chargers, e aqui é necessário parar.

A história dos quarterbacks, para o Broncos na temporada passada, é a história de um recomeço,  um marco zero para o time. Não apenas pelo viés psicológico ou pela chamada mágica de Tim Tebow, mas a apatia de Kyle Orton nesse momento, às vésperas da bye week conferiu o cenário ideal para que John Fox estudasse a possibiliadde de ter Tim Tebow em campo, mas não só isso, a possibilidade de se tentar um novo começo, e isso em diversos aspectos.

Existem os elementos que todos aqueles que acompanharam o time na temporada passada reconhecem em Tebow: um jovem competitivo, motivador e principalmente um solucionador de problemas, mesmo levando em contas suas limitações como quarterback. Dessa forma, seu ímpeto tende a conferir um ânimo, um ar fresco para seus companheiros. E suas limitações permitiram que Fox e McCoy apagassem o quadro branco e construíssem um novo ataque, mais adequado às limitações de Tebow e ao elemento do ataque que vinha trazendo boas surpresas: o jogo terrestre. O intervalo desse jogo foi o ponto de mudança para a temporada do Denver Broncos.

O segundo tempo trouxe uma grande mudança por parte de Denver: Tim Tebow entrou no lugar de Kyle Orton. A súbita mudança trouxe dificuldades para a defesa de San Diego, pela grande diferença na forma de jogo dos dois quarterbacks, mas também pela razão de que o jogo apático de Kyle Orton naquele dia saiu de campo com ele. O terceiro quarto de jogo foi morno,ainda com o ataque do Broncos ineficiente e Tim Tebow entrando no ritmo do jogo e o ataque do Chargers neutralizado por um bom quarto por parte da defesa do Broncos. Toda a ação ficaria para os quinze minutos finais.

O placar constava 26 a 10 para San Diego quando Tebow correu 12 jardas para touchdown mais two point conversion conseguido por McGahee, que teve ótima performance, com 125 jardas corridas. O fumble de Philip Rivers no drive seguinte recuperado pelo Broncos consolidava, pela primeira vez na temporada, uma tendência: a recuperação domomento de jogo por parte do Broncos no último quarto. Tim Tebow passaria para Knowshown Moreno converter outro TD, mas o two point conversion, que empataria o jogo naquele momento, não foi bem sucedido.

O placar final se desenhou com mais um field goal convertido pelo Chargers, mas o vencedor só foi decidido no último instante do jogo, com um scramble de Tebow que resultou em um passe incompleto. A quarta derrota na temporada, mas o time sairia de campo com uma nova perspectiva.