O Último Milagre de Tim Tebow

Olá fãs do Broncos, estamos em mais um 12 de Junho, dia dos namorados. E vocês já compraram o presente para seu (sua) namorado(a)? Já reservaram o caríssimo jantar romântico no restaurante mais disputado de sua cidade? De qualquer forma, vamos direto ao ponto.

Se o fã de NFL não esteve distante da liga na temporada passada, certamente ouviu falar, pelo menos uma vez, dos comeback victory de Tim Tebow. E a maioria delas não se destaca apelas pela proporção da virada em termos estatísticos, numéricos, mas pelo fato de que elas vinham através de um pequeno número de jogadas impressionantes em momentos críticos do jogo que contrapunham todas as falhas e incompetência que ele apresentava, principalmente no passe, durante os jogos.

E se você é torcedor do Broncos, deveria sentir um pouco como eu me sentia com Tim Tebow no time, com uma mistura de desconfiança e esperança, e isso estava muito forte na semana 11, quando o adversário era o New York Jets. Esse duelo foi transmitido pela ESPN, e para muitos não fãs do Broncos aqui no Brasil foi a primeira oportunidade de ver o então curioso quarterback em ação.

Boa parte dos leitores se lembra do resultado final desse jogo, com aquela corrida para TD e mais um comeback para o Denver Broncos, mas no decorrer do jogo as redes sociais refletiam  o que era visto, e o que era visto era um quarterback sofrendo para executar as jogadas de ataque (ok, dois!). E nesse momento, creio que de negação em aceitar a derrota, eu resolvi me expressar! Ora, eu vi o garoto fazer milagres em semanas anteriores, ele poderia fazer outro. E assim fui para o twitter defender Timmy Boy! (aliás, @bpitteri, a quem se interessar em me seguir).

E assim começa a minha jornada, ironizando as críticas do editor de um blog grande pra lá, rebatendo um torcedor do Jets pra cá, e normalmente, em determinado ponto eu me animo em responder pessoas desconhecidas. E ao ler algo como “Agora que eu vi esse tal de Tebow jogando eu vejo que ele é bem ruim”, eu resolvi responder, disse algo como “não sei como, mas ele vai resolver a parada.” 30 minutos depois ele havia resolvido.

E recebi a resposta da pessoa que havia escrito a crítica. Era uma garota, torcedora do Dallas Cowboys. Eu participo de um grupo no Facebook para amigos próximos, com o intuito de discutir NFL, nesse momento procurávamos um ou outro novo membro, e eu logo a adicionei no grupo. Ali, apesar de introvertida ela sempre se mostrou amigável e disposta a discutir a temporada (e a embarcar na minha euforia causada pela Tebowmania).

Alguns meses se passaram e ela se mostrou sempre uma pessoa gentil, sensível e inteligente. Eu não vou mentir para vocês, um dia ela propôs que seria interessante nos conhecermos. Além de tudo citado eu descobri que se tratava de uma garota muito bonita, espirituosa e engraçada. Acho que tantos elogios tornam o resultado dessa história um pouco óbvia.

A Camila e eu temos pouco tempo de namoro, mas é uma história a qual eu gostaria de compartilhar com vocês. No dia dos namorados, essa é a história de como eu conheci a minha namorada. Para obter a oportunidade de conhecer uma pessoa tão incrível, só através desse que eu chamo de “O último milagre de Tim Tebow”. E para mim é maior que a vitória sobre o Dolphins, maior que o passe para o Demaryius Thomas, maior que qualquer corrida para touchdown.

Eu espero que vocês apreciem essa história, e que ela possa aquecer um pouco vossos ânimos nesse dia dos namorados. Quem sabe você leitor não tenha uma boa história para compartilhar? Escreva, declare-se abaixo. Até fãs de NFL possuem coração.

E para a Camila: Colocar essa história a público mostra bem a importância que ela possui para mim. Você é uma pessoa fantástica, apesar de torcedora do Cowboys (e do Corinthians) e eu tenho certeza de que sou uma pessoa mais feliz com você por perto. Eu estou do seu lado e quero te garantir que tentarei jamais deixar você triste. Espero que não fique enciumada por eu citar o Tim Tebow muito mais do que você, mas é que sem Tim Tebow, não haveria nós dois juntos.